terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Day 8

Mais um dia de alegria.
Fui para o Templo do Céu, andei pra cacete, mas não estava perdida,
tinha que andar mesmo.
Lá dentro é muito legal, bem mais histórico do que bonito. Mas vale uma
voltinha pelo parque que circunda o templo, aonde os chineses passeiam,
praticam tai chi e cantam. Sim, cantam.

Em seguida fui para o Mercado das Pérolas. Cruzes. Não quero voltar lá,
não. Gastei todo o meu dinheiro em menos de meia-hora. Loucura, loucura,
loucura. A merda é que o carregador de pilhas que eu comprei, NÃO
FUNCIONA. Velha safada. Até queria voltar lá, mas não sei brigar em
chinês e a menina do albergue disse que não vale a pena. Nem foi muito
baratinho, não. Mas a turista otária aqui tava crente que tinha feito um
bom negócio comprando um Sony. Espero que o pen-drive funcione direito. PQP.

Enfim, voltei pro albergue, almocei às 4 da tarde, assisti "2012" (pra
que?!?!?!) e resolvi ir fazer uma massagem nos pés. Sim, porque na
China, a perua viciada em massagem que existe em mim, aflora feito um
dragão.

Chegando lá, dei de cara com uma tal de massagem pros rins. Bom,
massagem na China, mal não vai fazer. Resolvi fazer essa também.
Encontrei o pai da minha filha chinesa. Não, ele não é rico, não é
bonito, não entende o que eu falo (e vice-versa, o que pode ser bom pra
nossa relação), mas ele faz uma massagem feeenooooomeeenaaalll!!!
Ok, a verdade é que ele é um vendedor chinês de marca maior, mas com
mãos de fada. Enquanto ele preparava meu pé para a massagem, me ofereceu
o serviço de pedicure. Aceitei. Bom, depois de um escaldapés, numa sala
silenciosa com cheirinho de incenso e um cara apertando meu pé, eu não
tinha condições de dizer não pra nada. Se ele oferecesse raspar minha
cabeça por 300 yuans naquele momento, eu provavelmente aceitaria.
Pedicurizinho... começamos a massagem, a cada expressão de dor ou alívio
que eu fazia, ele dizia "esse é o estômago", ou "esse é o sono", "as
costas" e assim por diante. Depois de estar perdidamente apaixonada,
mudamos de sala para a massagem do rim.
Ele pediu pra eu tirar a blusa (hhhhmmmmm) e deitar (de barriga pra
baixo, gente) e começou a massagem. PQP, como doía e cada "ai" que eu
dava ele perguntava: "it hurts?" - Não, tô gemendo de prazer, china
idiota.
Sem contar que ele apertava, eu dizia "ai", "yes, it hurts" e ele
dizia: "no good, no good". Poxa, isso magoa.
Maaaas, antes de acabar ele pegou a tabelinha e me ofereceu mais uma
massagem para as costas e para os ombros. NÃO! Estava tudo acabado entre
nós.

Na real, eu não conseguia nem pensar no caminho de volta, parecia que eu
estava derretendo. Comprei um biscoitinho na recepção, subi e ninei como
um bebê.

Notas:
Os comerciais do OMO e do Close-Up na China são muito mais legais que no
Brasil.
KFC aqui vende milho cozido no palitinho.

Zài Jián