segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Day 7

Pra começar bem o dia, uma mãe histérica e uma ligação da Embaixada do
Brasil na China. Tudo por causa de um terremoto que aconteceu em
Sichuan, sudoeste do país. Só pra relembrar: eu estou no norte do país.
Aquele N que fica do lado oposto do S, na bússula.
E eu nem sabia, tava dormindo, tranquiiiila. Aliás, ô coisa boa de se
fazer aqui, nesse frio...
Ok, não é segredo pra ninguém que eu gosto de dormir, mas é que pode-se
ser muito bem aproveitado, por exemplo:
Um frio da porra do lado de fora, quarto aquecido, pijama de inverno,
escuro e silêncio. Daí, não é só "dormir", é a "arte de dormir".

Enfim, drama à parte, fui. E pra melhorar o dia, não me perdi!!!! Acho
que é a primeira vez que saio sozinha, que isso acontece, ou melhor,
não acontece.
Fui pro lado certo da rua (!!!!!!), peguei o ônibus, saltei na parada
certa, peguei o metrô, conversei, ou tentei conversar com uma chinesa
muito simpática que ficava tentando treinar o inglês dela comigo e me
ajudar a chegar na estação certa (só que DESSA vez eu não precisava), e
tcharam! Cheguei ao Palácio de Verão. Tô ficando local em Pequim!

Logo na entrada, na fila do ingresso, conheci um australiano e um
francês e resolvemos andar juntos pelo Palácio. Os carinhas eram
maneiros, mas não consigo me lembrar os nomes de jeito nenhum.
O palácio é lindo e enorme. E adivinhem o que tem lá (quem acertar essa
ganha um chaveirinho de panda): Escadaaaa!!! Mas pelo menos, eram em
doses homeopáticas.
Dentro do palácio pra se acessar alguns lugares, você tem que passar por
umas caverninhas feitas de pedra, um charme. E como não podia deixar de
ser, um lago congelado, pra colaborar com o frio, que é pouquinho......

Na saída, já eram 14h30 e almocei uma panqueca chinesa (que treco bom),
me despedi dos coleguinhas gringos e fui para o Templo Lama. Um dos
melhores lugares que vi até agora.
Encontrei a budista que existe dentro de mim.
No caminho da saída do metrô até a entrada do Templo, tem uma infinidade
de lojas de incensos. Quando entrei entendi o porquê.
Esse é um verdadeiro templo budista. Lá dentro é um lugar de oração e
reflexão, cheguei até a me sentir um pouco desconfortável, com a
sensação de que estava incomodando, querendo tirar fotos, enquanto as
pessoas, acendiam seus incensos e faziam suas orações. Mas eu não pude
evitar, o lugar é lindo, as imagens são lindíssimas. Se alguém me
disser que existe um templo budista mais bonito que esse, eu pago pra ver.
Ah, lembra quando eu disse que no Parque Jingshan estava a maior imagem
de Buda que eu já tinha visto (se não lembra vai ler o histórico)?
Então, menti.
No Templo Lama, existe um Buda que é uma espécie de Cristo Redentor, só
que fica dentro de um templo. Sério mesmo, não dá nem pra tirar foto, e
dá um torcicolozinho básico ficar olhando pra ele.
E lá, quem cuida do templo não são os guardinhas que ficam me encarando,
parecendo até que sabem que eu sou brasileira, os guardiões do Lama são
os próprios monges. Não que eles não fiquem me encarando também, mas tem
mais charme, hehehehe.
Até que mandaram todo mundo embora porque o Templo estava fechando.
Sacanagem.

Voltei pro albergue, comi um mega hamburguer com fritas e uma sprite
(que além de chá, é a única coisa que eu bebo aqui) e fui pro meu
quarto. Eu não sei o que acontece nesse quarto, que só de entrar me dá
um soooono. Dormi com as galinhas de novo.

Hoje vou ao Templo do Céu, esse nome me dá a ligeira sensação de que vou
ver muita escada.

Beijings
Zài Jián